quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A chemical aproach


This is an extract of the lyrics of a Rosin Murphy and Paul Seiji Dolby poem
integrated in the music track overpowerd by Rosin Murphy.



"Your data my data
The chromosomes match
Exact as in matter
A matter of fact
These amaranth feelings
A cognitive state
Need the love object
To reciprocate

As science struggles on to try to explain
Oxy-toxin's flowing ever into my brain
As science struggles on to try to explain
Oxy-toxin's flowing ever into my brain

A chemical reason
If reason's your game
A chemical needing
Is there in the brain
With preprogrammed meanings
Like a little more pep
Alien feelings
We have to accept"


Paul Seiji Dolby

Rosin Murphy

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Felicidade triste

Há um tipo de felicidade que é triste e é talvez dos melhores tipos de felicidade que já experimentei.
É como estar aconchegado num frio moderado e algo humido dentro de uma tenda pequena numa noite de tempestade tropical,  numa encosta algo ingreme,  a uns trinta metros do mar. Sentir uns trovões aqui e ali, para que o som da chuva torrencial a bater no tecido , a fazer um spray de aerosol quase imperceptível na cara, e a confundir-se com o barulho do mar,  pareça apenas um ambiente sonoro tranquilo e que acabou por o ser.  Dormi bem, muito bem nessa noite açoreana.
Esse tipo de felicidade aconchegante é um tributo ao silêncio, é uma passividade exausta dos pensamentos com um pronuncio de vitória moral e filosófica de mais uma barreira intelectual da vida. E a palavra aconchego vem-me à mente vezes sem conta pois muito horrível é o espernear do ser humano perante as questões irresoluveis da nossa condição animal.  Eternamente entregues à sorte de darwin, e apenas temporariamente aconchegados na felicidade triste.
A felicidade triste tem o condão de nos conseguir prolongar aquele fugaz momento em que choramos de tanto rir ou rimos de tamanha tristeza por isso meus semelhantes é coisa mesmo boa que se for vivida por umas horas somos bem capazes de nos agarrarmos a tal esclarecimento cristalino da mente.
Na tal noite açoreana senti-me algo eterno antes de dormir e acordei bem disposto como nunca,  fui bem cedo para as rochas ver a vida a fervilhar e brinquei como nunca com uma criança, eu que nem tinha pachorra para os miudos.
A felicidade triste é assim.  Brilhante e mais duradoura que a felicidade feliz,  que chega a ser parva porque sabemos que é uma embriaguez ignorante,  cheia de incongruências teóricas e algo desprovida de interiorismo.
 Na felicidade triste tudo está ajustado, o sofrimento espiritual não existe pois a comunhão com a realidade é total. Os pés agarram-se à terra e a terra sobe-nos pelas pernas substituindo a carne e o osso por uma mistura de solo e raizes que nunca tendo visto a luz são no entanto robustas e prolificas mais do que as frageis folhas iluminadas pelo sol que da a vida.
Por isso mesmo a felicidade triste surge da obscuridade de pensamentos e confusão mental extrema como se todas as contradições que a vida encerrasse se anulassem na perfeição permitindo esse tão almejado distanciamento dos problemas mundanos de quem ja nasce para ser feliz e infeliz em doses atomicamente equiparadas.  Por isso é que o aconchego da felicidade triste é o mais feliz momento da vida de um animal.
Mas não é só isso,  a felicidade triste supera-se, torna o dilema em apaziguamento o horror em beleza, faz do passado história imperial, come a ansiedade numa trinca e adormece a inquietação como um bebé cansado e birrento.
A felicidade triste pode nascer numa palpitação do peito mas cresce e torna o coração imortal como uma hera que blinda tudo a que se agarra com raizes e troncos. A verdadeira felicidade é esta que descrevi e nasce de uma prolongada dor no coração e do stress próprio da vida,  nasce do medo e da exaltação e que ninguém se livre de a viver pois não conhecerá a vida em pleno.
Não se pode sorrir na velhice nem prescindir da medicina sem conhecer a felicidade triste.  Mas esperem... Ja vos falei da felicidade triste?  É que me parece ao ler tudo de novo que não vos disse nada sobre este tipo de alegria.
Ps:. Escrito sem recurso a drogas

sábado, 30 de abril de 2016

sem tempo

não sou religioso
mas como os religiosos não o compreendem
a minha religião é a ciência
a poesia reflete o mesmo encanto da ciência
no que tem do do aleatório das rimas
tal como rimas encaixam na perfeição com o sentir humano
a matemática é também ela repleta de capicuas que parecem querer sorrir.......
não tenho tempo

domingo, 14 de junho de 2015

coerência

A coerência
É como a ciência
Incrivelmente exacta
Eternamente imprecisa

Abraçar a coerência
Está para uma pessoa
como abraçar a ciência

É difícil porque por um lado
A coerência filosofica esvai-se nos meandros da vida vivida ficando perdida como um processo de intenção mais ou menos conseguido ao longo da vida.

A ciência segundo parece funciona de forma parecida, todos a amamos como uma deusa mesmo sem sabermos
Porque a nossa existencia é assegurada por ela ciencia a cada momento, até na a água que bebemos.

No entanto a ciência reduz bastante a importância do ser humano , mesmo explicando a improbabilidade da sua existência , a ciência já faz do ser humano a infinitésima parte de tudo, tornando nos grandiosamente pequenos.
- mas como pode uma pequenez e improvável existência sistematizar desta forma tão aprofundada as suas próprias origens.
Como podemos nós tão pequenos e improváveis saber já tanto sobre nós mesmos e o nosso meio físico? Isso faz de nos deuses também ? terão pensado outros povos nisto?
É certo que a maioria das pessoas não sabe e dificilmente acredita que uma estrela que vemos no céu possa já nem existir , e que apenas vemos a luz que dela emanou à milhões de anos  antes de se extinguir, e que , tendo atravessado distâncias inconcebíveis pelos nossos sentidos à velocidade de 300000 km por segundo, nos chega agora.
De facto isto leva-nos a acreditar que se alguém procura deus , esse alguem são os cientistas. São eles quem mais contribuem para a estupefação dos mortais a cada dia com novos e intrigantes factos sobre a origem das coisas. E a isso vamos ter de nos subjugar quando um dia as forças da natureza também nos reciclarem em vermes num cemiterio ou co2 e cinzas num crematório.
Deixo a questão, será que é indiferente após a morte integrarmos ou não físicamente outras formas de vida?
A mim agrada-me a ideia de integrar-me rapidamente no ciclo da vida mas a outros a mineralização por milhões de anos parece ser mais atrativa. Certamente o espalhamento de bilioes de moléculas de co2 pela atmosfera terrestre quase que nos homogenisa na estratosfera.


Dai vem a religião para nos salvar no meio da vida, para sermos infinitamente grandes na pequenez abstrata da natureza que tudo explica mas em nada nos distingue do resto. Isto porque estamos a essa existência abstrata ligados de tal modo , que a qualquer momento a natureza nos muda e nos transforma ou ate nos recicla pela morte , em matéria que se pode manter inanimada pra todo sempre ou ser reconvertida em vida através dos decompositores, por exemplo , que já a partir do momento da nossa morte comecam a converter a nossa matéria morta no tecido celular vivo deles.
Claro que para a maioria é absolutamente desprazeroso pensar que nos desfazemos em mil pedaços, e nos integramos primeiramente em biliões de formas de vida simples como bactérias e  fungos unicelulares e na melhor das hipóteses podemos ser comidos por um tubarão ou um bando de hienas esfaimadas, para sermos reintegrados na massa viva de algo que cheire, veja e sinta atravez de um sistema nervoso central.
É impensável chamar-mos a isto reencarnação mas para ser coerente é mesmo isso a única forma de reencarnação que a ciência descobriu até agora.
Mas fosse só isso incoerente, e estaríamos bem...

segunda-feira, 27 de abril de 2015

heróis do herario

Roubam com pinta e pompa
Fanam de fininho
Furtam de conta para conta
Extorsem do Algarve ao Minho

É o preço politico a pagar
Por um só preso político.

sábado, 25 de maio de 2013

Quem pensa seus males adensa


Por vezes são as pessoas que mais nos amam e que mais amamos, que mais nos fazem questionar a nossa própria preseverança, criatividade e capacidade para vencer os obstáculos.
Oxalá seja esse, um inconsciente mas lógico, derradeiro teste às nossas convicções.

sábado, 11 de maio de 2013

latino chora

latino chora
de alegria e paixão
latino chora
de simples dor no coração
latino late
latino ora
em céu escarlate
ou cinza negrão
latino vem da selva
mas chega de foguetão
latino é baixo
mas voa alto
latino é macho
mas de pouco aperalto

latino sangra
latino é quem quer
latino?
vai mas é pra junto da tua mulher