segunda-feira, 27 de abril de 2015

heróis do herario

Roubam com pinta e pompa
Fanam de fininho
Furtam de conta para conta
Extorsem do Algarve ao Minho

É o preço politico a pagar
Por um só preso político.

sábado, 25 de maio de 2013

Quem pensa seus males adensa


Por vezes são as pessoas que mais nos amam e que mais amamos, que mais nos fazem questionar a nossa própria preseverança, criatividade e capacidade para vencer os obstáculos.
Oxalá seja esse, um inconsciente mas lógico, derradeiro teste às nossas convicções.

sábado, 11 de maio de 2013

latino chora

latino chora
de alegria e paixão
latino chora
de simples dor no coração
latino late
latino ora
em céu escarlate
ou cinza negrão
latino vem da selva
mas chega de foguetão
latino é baixo
mas voa alto
latino é macho
mas de pouco aperalto

latino sangra
latino é quem quer
latino?
vai mas é pra junto da tua mulher
  

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Everything

There's a little true on everything and a little everything on everything
There's a lie in all
There's nothing but hopes and dreams
There's all to too much of undreamable and the beauty of the present is lonelly and forgoten
We never know what's going on, and when we do we cry
we are sensitive to both good and bad, and that's both good and bad.
Dream on!

sábado, 27 de abril de 2013

Poemansinho


vens devagar
e falas fininho
no teu bolinar
tudo de mansinho

com as amofadas das patas
tocas-me o focinho
escondes as garras
tudo afiadinho

afagas-me as máguas
é teu o donzinho
sais e apagas
mas fica um fuminho

eu só precisava
 uma mão no pelinho
tudo se apaga
mas só com carinho

quarta-feira, 27 de março de 2013

Tintóleo


Sou preguiçoso e rezingão.
Frequentemente queixo-me das falhas de um sistema de organização do trabalho,
Antes de fazer o essencial para que esse mesmo sistema funcione.
Mesmo que seja como um velho carro em que para não gastarmos dinheiro no mecânico,
Gastamos o dobro em óleo para que ele não avarie de vez.
Assim me encontro em Portugal, com 33 anos, a gastar rios de óleo.
Tintóleo.

O Toureiro a Cavalo


Fujam! Fujam!
Vem o toureiro a cavalo!
O seu cavalo troteia efeminadamente desajustado ao par de tomates rapados.
Fujam! Fujam!
Em cima do cavalo vem à proa da tauromaquia, o toureiro a cavalo.
Que depois de uma tarde entre bostas a encher de redundâncias o seu pobre animal,
Vem animar as enjoadas damas dos nobres.
Elas estão lascivas e fartas da gordura sebosa de seus senhores.
Elas não pagaram e querem ver a indumentária ridícula.
Tão ridícula quanto os aplausos dos tolos, vazios e entediados pela existência vã.

Fujam! Fujam!
Vem o toureiro a cavalo!
Os seus sapatos não cheiram a bosta, mas as unhas dos pés fedem a queijo da serra.
O cavalo não pode mais com isso e vacila.
Fujam! Fujam!
Vem o toureiro a cavalo!
Com suas bandarilhas coloridas e festivas,
Cheias de sangue da pobre gente que se arrasta em miséria pelas ruas do reino.
Esse sangue porco que não dá para enchidos.
Fujam! Fujam!
Vem o toureiro a cavalo!
Com sua elegância podre de sarro lavado com perfume de puta e roupa interior suada pelas carnes machas que se juntam.

Fujam! Fujam!
Vem o toureiro a cavalo!
Larga pele de cobra venenosa daquelas que matam sem se cansar.
Seguindo a vitima até o leito da morte.
Assim é a arena para o touro quando entra o toureiro a cavalo,
Um leito de tortura e morte.
Para que assistam os representantes do diabo na Terra a execução sumária de tudo o que há de bom.
Fujam! Fujam!
Vem aí o toureiro a cavalo!
E num ápice o espetáculo morreu e a farda de toureiro a cavalo serviu de inspiração pela Dolce&Gabana na feira Milan Gay Fashion de 2036.