Fujam! Fujam!
Vem o toureiro a cavalo!
O seu cavalo troteia efeminadamente
desajustado ao par de tomates rapados.
Fujam! Fujam!
Em cima do cavalo vem à proa da
tauromaquia, o toureiro a cavalo.
Que depois de uma tarde entre bostas a
encher de redundâncias o seu pobre animal,
Vem animar as enjoadas damas dos nobres.
Elas estão lascivas e fartas da gordura
sebosa de seus senhores.
Elas não pagaram e querem ver a
indumentária ridícula.
Tão ridícula quanto os aplausos dos tolos, vazios
e entediados pela existência vã.
Fujam! Fujam!
Vem o toureiro a cavalo!
Os seus sapatos não cheiram a bosta, mas as
unhas dos pés fedem a queijo da serra.
O cavalo não pode mais com isso e vacila.
Fujam! Fujam!
Vem o toureiro a cavalo!
Com suas bandarilhas coloridas e festivas,
Cheias de sangue da pobre gente que se
arrasta em miséria pelas ruas do reino.
Esse sangue porco que não dá para enchidos.
Fujam! Fujam!
Vem o toureiro a cavalo!
Com sua elegância podre de sarro lavado com
perfume de puta e roupa interior suada pelas carnes machas que se juntam.
Fujam! Fujam!
Vem o toureiro a cavalo!
Larga pele de cobra venenosa daquelas que
matam sem se cansar.
Seguindo a vitima até o leito da morte.
Assim é a arena para o touro quando entra o
toureiro a cavalo,
Um leito de tortura e morte.
Para que assistam os representantes do
diabo na Terra a execução sumária de tudo o que há de bom.
Fujam! Fujam!
Vem aí o toureiro a cavalo!
E num ápice o espetáculo morreu e a farda
de toureiro a cavalo serviu de inspiração pela Dolce&Gabana na feira Milan
Gay Fashion de 2036.
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